Foi realizado ontem (04), em Belo Horizonte, a 4ª edição do BtSummit, um encontro para os gestores de viagens e organizado pela Gol, Atlantica Hotels, Localiza e BTM Corporate, que revelou uma nova ótica sobre a gestão de viagens corporativa.

Com o tema “O que a sua agência de viagens não te conta?”, o evento dispôs de um painel com especialistas que deram a sua visão sobre as várias armadilhas e cenários ocultos do mercado de viagens corporativas. O encontro ainda trouxe à tona os principais insights que os profissionais de gestão de viagens precisam ter para um gerenciamento de mobilidade mais eficiente.

Abrindo as palestras, Jordana Souza, head de B2B da VOLL, falou sobre Mobility as a Service (MaaS), contextualizando os convidados sobre as evoluções no mercado referente ao consumo da mobilidade urbana.

Com os avanços tecnológicos, a maneira como a população se locomove está mudando. Ferramentas inteligentes estão sendo criadas para oferecer opções de transporte e percurso baseados em dados já computados e no perfil do usuário. O MaaS faz parte de um conceito de mobilidade inteligente, onde as alternativas de deslocamento são muito mais velozes e mais integradas, com uma gestão do trajeto mais dinâmica e personalizada.


Dando continuidade ao evento, o painel principal contou com a participação de Nayara Passos, gestora de viagens do Grupo SADA, Tatiana Rodrigues, coordenadora do Sistema FIEMG e Maurício Paganotto, CEO da T&E Consulting, que falaram sobre suas experiências em consultoria e auditoria com viagens corporativas.

Paganotto introduziu o tema “O que a sua agência de viagens não te conta?” abordando sobre como os gestores de médias e grandes empresas acabam sendo ludibriados pelos maus “profissionais” presentes nas agências de viagens. 

Exemplificando, Maurício comentou que alguns agentes cobram um fee baixo ou zerado por seus serviços, o que leva as empresas a fecharem a parceria na hora. O que não é pensando no momento da negociação, é como a agência vai compensar essa oferta de fee baixíssimo que, muitas vezes, volta para as empresas através de taxas adicionais ocultas embutidas nas tarifas aéreas, ou nas tarifas de hotéis, ou dos demais serviços contratados.

Por isso, é importante salientarmos que agências de viagens boas e íntegras ajudam seus clientes com as melhores escolhas para a sua viagem, inclusive identificando quando há oportunidades de poupar gastos desnecessários. 

Investir em novas tecnologias do mercado se tornou cada vez mais importante e estratégico para que o processo de gestão de viagens corporativas seja mais eficiente e proporcione ao colaborador uma experiência de viagem dentro das suas preferências.

O gerenciamento das viagens pode ser bem custoso para os gestores de médias e grandes empresas, considerando a quantidade de viagens corporativas que podem ser demandadas devido o porte da empresa. E, para realizar uma gestão mais eficaz, o uso de plataformas especializadas são adotadas para facilitar e otimizar esse processo. 

Porém, com as inúmeras funções e possibilidades existentes nas ferramentas de gestão de viagens, a modernização pode prejudicar a rotina dos profissionais em alguns pontos, sendo imprescindível que os gestores se atentem para os possíveis “descuidos” das agências de viagens. Adotar algumas boas práticas na rotina de gerenciamento pode ajudar a desviar a empresa dos problemas gerados por tecnologias “malignas”.

Encerrando o evento, Maurício e Tatiana falaram para os convidados como as empresas podem evitar cair em armadilhas de algumas agências de viagens e sobre os principais pontos que precisam estar bem alinhados e definidos entre os agentes e gestores, desde o fechamento do contrato.