Ter em mente que o futuro da mobilidade urbana já está sobre nossos olhos está sendo cada vez mais inevitável.

Claro que não vivemos (ainda) no universo futurista proposto em De Volta Para o Futuro, de Robert Zemeckis. No entanto, já é possível analisar a mudança de cenário, cada ano mais sólida, no ramo do transporte.

Mobilidade elétrica, compartilhada e conectada já são conceitos bem definidos nos setores de inovação. E podemos, hoje, ler sobre insights que deram (ou já têm previsão para dar) vida a cases que modificam o espaço das grandes cidades no mundo. E nesse artigo, além de identificá-los, mostramos como eles tem agido sobre o futuro da mobilidade urbana.

A eletricidade além do Tesla

Elon Musk, CEO da Tesla Motors, já referenciou a mobilidade elétrica ao futuro do transporte mundial. E a partir da popularização do segmento, as demais empresas passaram a se especializar e inovar ainda mais.

Vigorado em 2005, o Protocolo de Kyoto já começou a impor um posicionamento mais sustentável das empresas baseado em diminuir a emissão de gases que agravam o efeito estufa. Além disso, em pesquisa da Opinion Box – empresa focada em pesquisas de mercado – 55% dos consumidores brasileiros já dão preferência a empresas que preservam o meio ambiente.

E é nesse contexto que os meios de transporte elétricos ganham mercado!

As empresas automobilísticas são as que mais se especializam. E algumas vão além dos carros convencionais.

Além dos automóveis ultracompactos produzidos como uma alternativa ao sedan e SUV elétricos, a Toyota – um dos últimos players a se dedicar ao setor – já levantou projetos de andadores – os i-Walks, como os já conhecidos da comédia Segurança de Shopping, de Steve Carr – até vassouras voadoras – as e-Brooms – para pequenos deslocamentos urbanos.

Ademais, os patinetes – introduzidos pelas empresas recém fundidas Yellow e Grin, no Brasil – já tem um papel recorrente no futuro da mobilidade urbana. Além de atiçar a curiosidade, é uma opção sustentável, ecológica e financeiramente, para pequenos trajetos.

Compartilhar está na moda quando o assunto é transporte

Chega a ser estranho alguém não conhecer a Uber hoje em dia, até pelo fato de ser uma das maiores empresas atuantes no mercado. E a plataforma já passou a disponibilizar, por menores preços, corridas compartilhadas, seguida de concorrente como a 99.

Outros apps como BlaBlaCar – para viagens intermunicipais – e SPLT – para viagens compartilhadas no meio corporativo – são outras opções especializadas dentro do segmento.

Essa alternativa econômica prioriza os fluxos rodoviários, além de ser mais sustentável do que o deslocamento convencional.

Conectividade como fruto da inovação tecnológica

O futuro é ter tudo e todos conectados. E, mesmo que já sejamos acostumados com a conectividade desde quando Alan Turing fez todo seu avanço na computação e Tim Berners-Lee nos agraciou com a invenção da internet, sua atuação prática no setor de transporte está ainda se solidificando.

Tecnologias, como o MyLink da Chevrolet, já conseguem deixar o automóvel completamente interativo com comandos comuns no celular – Spotify, Siri, GPS, dentre muitos outros – sem que o motorista precise segurar seu dispositivo móvel em mãos. Além do OnStar, da mesma empresa, que consegue emitir pedidos de ajuda automaticamente quando houver um acidente e rastrear o carro em caso de furto.

A Toyota, por sua vez, expôs seu projeto e-Care com o plano de revolucionar a indústria de saúde. As ambulâncias da e-Care serão conectadas com o hospital, onde os médicos poderão interagir com o quadro do paciente durante todo o percurso.

Já quanto aos meios de transporte alternativos, como as bicicletas laranjas do Itaú dispersadas pelas capitais, há a interatividade com os smartphones, em que o usuário consegue desbloqueá-los com o auxílio de um app.

E para quem se pergunta quando os carros vão voar…

Para aqueles fãs das ficções científicas dos anos 80 que se sentem frustrados com a demora dos carros voadores no mercado, acalmem-se. Essa não é mais uma realidade tão utópica assim. Não no futuro da mobilidade urbana.

Em 2019, a divisão da Embraer focada em tecnologia disruptiva, a EmbraerX, fez uma revelação que rompeu com os padrões da mobilidade urbana tradicional. Sim, eles estão produzindo carros voadores. E junto com a Uber.

Os testes já estarão ocorrendo a partir de 2020. Inclusive, João Doria, atual governador de São Paulo, esteve conversando com a equipe da Uber sobre o projeto.

Com a proposta de criar uma rota secundária para promover o bom fluxo rodoviário, os carros voadores seriam popularizados para viagens urbanas e tem previsão de lançamento para 2023.

Mesmo que soe clichê, o futuro da mobilidade urbana é agora!

E tendo em vista que a indústria do transporte está na base para todas as demais, é importante saber como as inovações do setor tem modificado o cenário urbano.

Seja no panorama rodoviário, aéreo ou ferroviário, todos vão sofrer alterações tecnológicas, assim como já é visto com o efeito de Mobility as a Service (MaaS).

E pensar que a tecnologia nos trará cada vez mais praticidade e agilidade nos serviços já é um bom sinal.

Gostou do texto? Assine nossa Newsletter para não perder nenhuma postagem!